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Histórico

A construção do Centro Técnico Aeroespacial desde 1971(CTA) derivou de um dos principais atos da Era Vargas: a criação do Ministério da Aeronáutica em 1941. Coube ao CTA viabilizar um dos objetivos deste setor das Forças Armadas, que era dotar o País de uma base sólida para impulsionar a indústria aeronáutica, civil e militar. Foi internamente uma demonstração do peso político que parte dos militares passou a ter no varguismo, pelo apoio ao Estado Novo, período ditatorial da Era Vargas (1937-1945).

No plano internacional, relaciona-se a uma conjuntura que sucedeu a Segunda Guerra (1938-1945). Foi nesse contexto que o Brasil desenvolveu sua indústria aeronáutica, a indústria bélica e os primeiros experimentos espaciais.

O CTA foi concebido e implantado em pleno processo de adesão do Brasil ao bloco dos Aliados, países que liderados pelos Estados Unidos  derrotaram o Nazismo. O CTA foi projetado para fomentar e amparar o desenvolvimento desses setores industriais.

A construção do CTA representou um forte impacto para a urbanização da região. Transformou a cidade de São José dos Campos num pólo de ponta e deu uma nova fisionomia para a cidade, projetando-a em nível nacional como a “cidade do avião”.

Para implantar o CTA, foi criada, em 26 de janeiro de 1946, a Comissão Organizadora do Centro Técnico de Aeronáutica (COCTA), dirigida pelo Marechal Casimiro Montenegro Filho. A COCTA escolheu o local e organizou o concurso fechado, o qual venceu Oscar Niemeyer, anunciado em 08 de fevereiro de 1947. Participaram do concurso o arquiteto Marcelo Roberto (2º), a Cia. Brasileira de Engenharia (3º), o arquiteto Benedicto de Barros (3º) e o arquiteto Eduardo Affonso Reidy (3º). Além de uma rodovia prevista (a via Dutra), os organizadores do concurso do CTA forneceram a locação de um sistema prevendo três pistas de pouso; portanto, anterior ao uso de pouso por instrumentos. Construiu-se apenas uma das pistas, utilizando a área restante para a instalação do aeroporto civil, dos institutos de pesquisa e das indústrias que deu origem.

O Aeroporto de São José dos Campos possuía, originalmente, pista de terra. Nos anos 70, com a criação da Embraer, a pista foi asfaltada e ampliada para 3.000 m de comprimento. Atualmente, a pista é adequada também para pousos por instrumentos, além de operar ILS Cat.I.
A infra-estrutura do aeroporto é compartilhada pela Aviação Civil, pela Embraer, pelo Centro Tecnológico da Aeronáutica (CTA) e pelo aeroclube local, o que é importante para a realização de voos de ensaio e de produção de novas aeronaves. O aeroporto está habilitado pelo Comando da Aeronáutica para a realização de voos cargueiros internacionais desde março de 2000, mas não está habilitado ao tráfego internacional de passageiros.

Nos anos 80, para atender aos programas militares em andamento, em especial ao do jato de ataque AMX, foi instalada uma barreira de contenção de aeronaves na cabeceira 33, reduzindo o comprimento da pista utilizável para 2.676m.

Administrado pela INFRAERO desde junho de 1996, através da Portaria nº 284/GM5 de 17 de abril de 1996.   Em 9 de Novembro de 2004, o presidente Luiz Inácio Lula Da Silva sancionou a lei Nº 10.968, batizando o Aeroporto de São José dos Campos como: "Aeroporto Professor Urbano Ernesto Stumpf". Stumpf formou-se engenheiro aeronáutico na primeira turma do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) em 1950. De 1951 a 1957 compôs o corpo docente do instituto, orientando, entre outras, pesquisas com álcool como combustível. Por sua participação decisiva nos projetos de carros movidos a álcool, o pesquisador é lembrado como o “pai do motor a álcool” Urbano Stumpf faleceu em 1998, com 82 anos.

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