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Aeroporto Internacional de Corumbá

CORUMBA

Disputada por portugueses e espanhóis a cidade sul-mato-grossense de Corumbá foi fundada como vilarejo, em 1778, pelo sargento-mor Marcelino Rois Camponês sob o nome de Vila de Nossa Senhora da Conceição Albuquerque. Em 1838 a vila foi elevada a distrito e em 1850 foi transformada em município denominado de Freguesia de Santa Cruz de Corumbá.

Durante a Guerra do Paraguai, Corumbá foi ocupada e destruída pelas tropas paraguaias de Solano Lopez em 1865. Ao ser retomada pelo tenente-coronel Antônio Maria Coelho, a cidade foi reconstruída e elevada a categoria de vila, em 7 de outubro de 1871, e depois de comarca por força da Lei Provincial nº 1, de 10 de junho de 1873.

Localizada estrategicamente na tríplice fronteira entre o Brasil, Paraguai e Bolívia, Corumbá foi uma das primeiras cidades do interior do Brasil a ser servida pela aviação comercial. Em 1930 a Empresa de Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul (antigo Sindicato Condor), subsidiária da Lufthansa, foi à primeira companhia aérea comercial do Brasil, operou linha pioneira que ligou Corumbá a Cuiabá. Nesta época os hidroaviões Junkers monomotores, de fabricação alemã, pousavam e decolavam nos Rios Paraguai e Cuiabá.

Em 03 de maio de 1933, um pequeno avião partiu de Corumbá rumo à Cuiabá pilotado pelo comandante pernambucano Severiano Lins. Esta data entraria para a história como o primeiro voo comercial do País pilotado por um brasileiro. Mais tarde este percurso se transformou na etapa final da rota São Paulo/Três Lagoas/Campo Grande/Corumbá/Cuiabá, explorada pela mesma empresa, porém com aviões Junkers 52, trimotores de rodas. A última etapa da rota era realizada por um hidroavião monomotor que decolava do Rio Paraguai, em Corumbá, e pousava no Rio Cuiabá. O trecho São Paulo /Corumbá durava cerca de 6 a 7 horas e, no dia seguinte, o hidroavião fazia o trecho Corumbá/Cuiabá. Assim o trimotor Junkers 52 pernoitava em Corumbá.

Em 1937, por intermédio do então Departamento de Aeronáutica Civil - DAC e do Ministério da Aviação e Obras Públicas, o Governo Federal construiu um hangar com 35 metros de vão livre para abrigar e realizar os trabalhos de manutenção do Junkers 52 que chegava a medir quase 30 metros de envergadura. O Hangar de concreto armado e paredes de lamelas de madeira, coberto com telhas de fibrocimento, continha instalações para pequenas oficinas e acabou se transformando no primeiro terminal de passageiros do Aeroporto.

Inaugurado e em 21 de setembro de 1960, nos festejos de aniversário da cidade, o Aeroporto Internacional de Corumbá foi dos primeiros a serem construídos no interior do Brasil e o primeiro na região Centro-Oeste. Localizado a 2 km do centro da cidade, o sítio aeroportuário contem 1.216.425,40m2 de área está em uma altitude de 140m do nível do mar.

Administrado pelo extinto DAC até 03/02/1975 o aeroporto passou a ser administrado pela Infraero que já investiu aproximadamente 32 milhões de reais em sua infraestrutura. Em 21/11/2001 a Infraero inaugurou um novo terminal de passageiros com uma arquitetura que se inspira e um dos peixes predominantes da região, o "Pacú". Com uma edificação térrea de alvenaria e concreto e área construída de 2.403,00m², o terminal tem um saguão principal, totalmente climatizado, boxes para Cias aéreas e lojas comerciais. A capacidade operacional do terminal é de 520.000/passageiros ano. Nesse mesmo ano a Infraero ampliou a pista para 2.000 x 45m. A homologação da operação da pista com este comprimento estava condicionada a desapropriação de residências existentes em uma área contígua à cabeceira 27, atendendo dessa forma a Portaria 1.141/GM-5, de 08/12/1987, que disciplina as áreas livres de obstáculos das pistas de pouso/decolagem (faixa de pista).

Como as ações para desapropriação não avançaram, permaneceram as características físicas da pista de pouso e decolagem para 1.500m x 45m (cumprimento atual), visando sua homologação. Para valorizar a frente do terminal de passageiros, em 2004, a Infraero disponibilizou a implantação, pelo Artista Plástico Cleir Ávila da escultura do "O Monumento Pantanal de Corumbá" destacando uma das aves mais belas no Pantanal Sul Mato-grossense: a "Arara Canindé". A Infraero recuperou ainda o sistema de pátio e de pistas, implantou os sistemas de macro drenagem, de balizamento noturno, da sinalização vertical luminosa das pistas e do sistema separador de água e óleo na rede de coleta de drenagem, além de reformar a Seção Contra Incêndio (SCI).

A crescente importância de Campo Grande, atual Capital do Estado de Mato Grosso do Sul, e as ligações terrestres de Cuiabá à Brasília e outras regiões do país, estimulou o crescimento de tráfego aéreo para Corumbá a partir da década de 80. No começo do século XXI foi criado um pólo de desenvolvimento industrial, que se traduzia em oportunidades de negócios, geração de renda e novos empregos. As empresas mineradoras instaladas na região desenvolveram estudos e constataram a viabilidade econômica para implantação destes empreendimentos, com destaque para a inauguração da primeira unidade de siderurgia em setembro/2007.

O turismo é também uma das atividades mais importantes do município graças aos suas belezas naturais e proximidade com as fronteiras. O turismo de pesca é o setor mais consolidado, tendo a melhor estrutura de pesca do Estado de Mato Grosso do Sul. O turismo de eventos está em plena ascensão e a construção de um Centro de Convenções efetivará o turismo de negócios, hoje um dos segmentos mais rentáveis do setor, que atrai visitantes com gastos médios maiores do que o do turista de lazer.

Estes fatores refletiram diretamente na economia local, aumentando o fluxo de pessoas na cidade e a renda da população. Verificou-se com isto, um aumento na movimentação de passageiros usuários do transporte aéreo observando-se a mudança do perfil do usuário: onde antes predominavam os turistas em períodos sazonais (pesca) passaram a circular empresários e homens de negócios.

 

 

 

 

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