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Aeroporto de São Paulo/Congonhas

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A maior metrópole do hemisfério sul e uma das maiores da América Latina, a cidade de São Paulo foi fundada em 1554 pelos padres jesuítas. Capital que detém o maior parque industrial do Brasil, a cidade transformou-se em município em 1711.

Acompanhando o desenvolvimento da metrópole, em 1936 a cidade ganhava um novo aeroporto na região da Vila Congonhas, distrito de Campo Belo. Um estudo técnico foi realizado pelo Governo de São Paulo em 1935 para a escolha do sítio onde se localizaria o novo aeroporto. A região de Congonhas foi escolhida por suas condições naturais de visibilidade e de drenagem, longe das áreas de enchente do Rio Tiete e no mesmo ano, o Governo do Estado de São Paulo adquiriu a área para abrigar o Aeroporto.

O nome Congonhas é uma homenagem ao Visconde de Congonhas do Campo, Lucas Antônio Monteiro de Barros (1823-1851), primeiro governante da Província de São Paulo após a Independência do Brasil (1822). Congonhas também é o nome de um tipo de erva-mate muito comum em Minas Gerais, na região onde se situa Congonhas do Campo, cidade natal de Monteiro de Barros. Mais tarde o Governo do Estado incorporou áreas complementares do sítio através de desapropriações e, em 1940, estabeleceu que todas as atividades exercidas no novo aeroporto seriam dirigidas por um Administrador nomeado pelo Governo.

No final dos anos 1940 foi iniciada a obra das três pistas previstas no novo projeto do aeroporto, mas apenas a pista principal foi concluída, porque estudos técnicos mostraram ser suficiente para atender às especificações aeroportuárias norte-americanas da então Civil Aviation Authority (CAA), hoje FAA, uma das mais modernas para a época. Até a conclusão da pista principal no final de 1950, uma pista provisória foi utilizada e anos mais tarde se tornou a segunda pista paralela, mantida até hoje.

Em 1954 foi inaugurado o Pavilhão de Autoridades, para embarque e desembarque de governantes dentre outras pessoas importantes. Este pavilhão conserva até hoje vários elementos artísticos, como um mural do artista Di Cavalcante.

Desde 1957, o Aeroporto Internacional de São Paulo/Congonhas já era o terceiro aeroporto do mundo em volume de carga aérea. Por isso, nessa época começaram os estudos para a implantação de um novo aeroporto em São Paulo e alterações no Terminal de Passageiros de Congonhas. Desses estudos surgiram o Aeroporto de Viracopos, em Campinas, e foi iniciada a ampliação da Ala Norte do aeroporto paulistano, para abrigar o embarque e o desembarque internacional, e a reforma da pista principal.

O projeto de ampliação já tinha sido estudado anteriormente, em 1955, mas no ano seguinte o chefe do setor de arquitetura do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp), desaconselhou a adoção dessa proposta, sugerindo outra que foi desenvolvida pelo escritório do arquiteto Jacques Pilon e executado pela Congel Construções Gerais Ltda. A ampliação, concluída no início de 1959, teve o orçamento bastante generoso.

Com arquitetura inspirada no art déco, o aeroporto de Congonhas foi tombado como patrimônio histórico da cidade de São Paulo pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp).

Em 1968, com a finalidade de dar diretrizes para a implantação da nova infraestrutura aeroportuária para a aviação comercial, foi criada a Comissão Coordenadora do Projeto Aeroporto Internacional (CCPAI), pelo Ministério da Aeronáutica. Isso viabilizou a promoção de melhorias, principalmente na ala internacional do Terminal de Passageiros. Desta mudança adveio a troca de piso em granilite da ala internacional por quadrados em placa de granito preto e mármore branco. Esse piso, existente até hoje, incorporou-se ao prédio de tal forma que ficou na memória da população, tornando-se a identidade visual do aeroporto.

Em Congonhas, em 1970, eram realizadas 350 operações de voo diariamente, envolvendo 1.500 carros no pátio, 12.000 passageiros e 25.000 acompanhantes. O resultado era um total congestionamento, que exigiu novas ampliações. No início da década uma grande obra de ampliação na ala internacional do Terminal de Passageiros foi feita para abrigar o novo portão de embarque e a liberação de bagagem. Já em 1977, foi iniciada a construção do edifício de desembarque de bagagens da ala nacional, como complemento do prédio da ponte aérea.

Até 1981 o aeroporto foi administrado pelo Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo – DAESP. Desde então a Infraero assumiu seu comando e em 1982 fez reformas e construiu o terminal rodoviário para atender ao embarque de passageiros para o Aeroporto de Cumbica, via ônibus. As reformas deram novos contornos à edificação, aumentando o espaço físico e proporcionando maior conforto e segurança aos usuários.

A partir de 1990, Congonhas tornou-se o aeroporto mais movimentado do país. Desde então, o fluxo de passageiros e aeronaves cresceu sistematicamente, o que tornou necessário reformá-lo para atender ao aumento da demanda. Em 1993 a Infraero executou um projeto de programação visual, que incluiu a colocação de painéis informativos, nos quais aparecem as testeiras nos balcões. Em 2000, a empresa retomou as obras do edifício-garagem, com a participação do poder público municipal. O edifício-garagem, inaugurado em dezembro de 2005, tem 60 mil m2, cinco pavimentos, três deles subterrâneos, e capacidade para 2.554 vagas cobertas e 860 descobertas, um total de 3.414, contra as antigas 1.200, todas em área descoberta.

Outro projeto importante executado pela Infraero foi à adequação e a reforma do Terminal de Passageiros. A Infraero construiu um conector aclopado ao terminal de passageiros com 12 pontes de embarque para atender às novas áreas de embarque e desembarque. Com ele, o aeroporto de Congonhas foi adaptado aos níveis de conforto e funcionalidade exigidos pelo fluxo atual da ordem de 16 milhões de passageiros anuais.

Hoje as salas de embarque, no mezanino, são servidas por escadas rolantes, elevadores, banheiros, áreas comerciais e salas VIP's. No térreo foi instalada uma grande sala de embarque remoto e uma interligação do desembarque com a sala de bagagens e o prédio histórico.

Com a construção do Aeroporto Internacional de São Paulo em Guarulhos em 1986 e a transferência dos voos comercias internacionais para o novo aeroporto, Congonhas passou a receber apenas voos internacionais da aviação executiva. Em 2008, por determinação da Agência Nacional de Aviação Civil – Anac, o aeroporto passou a se chamar Aeroporto de São Paulo/Congonhas.

Em 2015, Congonhas recebeu em média 585 movimentações por dia, entre pousos e decolagens, e mais de 19 milhões de passageiros, interligando São Paulo a 30 localidades.

Com um sítio aeroportuário de aproximadamente 1,5 km² de área, Congonhas é considerado o aeroporto executivo do país.

 

 

 

 

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