A Infraero lamenta profundamente a interrupção de vidas preciosas no acidente com o AirbusJJ 3054 da TAM no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, na terça-feira, 17 de julho, passageiros, tripulantes e pessoas que estavam em terra nas imediações,no momento do choque.
Neste momento, se há algum tipo de alívio ao luto e pesar de toda a sociedade brasileira,socorre-nos a consciência tranqüila de que todos os setores do Governo Federal,responsáveis pela segurança e eficiência do setor aéreo, aeronáutico e aeroportuário, estão fornecendo todas as respostas que a população exige para tão doloroso acidente.
Como administradora da rede federal de aeroportos, a Infraero afirma com toda segurança a todos os usuários, clientes, companhias aéreas, à mídia e ao público em geral, que o Aeroporto de Congonhas está plenamente dotado de condições operacionais de excelência nas suas duas pistas, que recentemente passaram por reformas estruturais.
Em mais alguns dias, como estava já previsto há meses no Plano de Obras, serão realizadas obras de ¿grooving¿ (ranhuras) na pista principal para permitir uma condição operacional ainda mais perfeita para drenagem de águas pluviais.
Destacamos que a presença das ranhuras nas pistas é um complemento de maior segurança à disposição das aeronaves e pilotos, mas não representa garantia para aumentar o coeficiente de atrito nas pistas. A própria OACI ¿ Organização Internacional da Aviação Civil não exige que os aeroportos utilizem obrigatoriamente o ¿grooving¿. Em toda a Rede Infraero, de 68 aeroportos no total, apenas 5 deles utilizam o ¿grooving¿.
A certeza que nos transmitem os laudos técnicos dos vários órgãos parceiros da operação do Aeroporto de Congonhas ¿ entre os quais a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) e DECEA (Departamento Especial de Controle do Espaço Aéreo, da Aeronáutica) e DIRENG (Diretoria de Engenharia da Aeronáutica) permite-nos tranqüilizar a população, particularmente a da Capital de São Paulo, sobre a qualidade de Congonhas.
O acidente, enfatizamos, nada teve a ver com fluxo aéreo intenso nem com as condições climáticas daquele dia. A Infraero procede regularmente à vistoria das pistas, sempre que solicitada pelos controladores de vôo, e assim o fez na terça-feira, às 17h30m, a pedido da Torre de Controle, quando foi constatado um índice abaixo da média minimamente crítica, garantindo a operacionalidade da pista principal. Após essa verificação, mais de 40 movimentos de pousos e decolagens se sucederam antes da aterrissagem fatal do Vôo TAM 3054.
Em 19 de junho, foi feita pela Infraero uma verificação utilizando o aparelho ¿Mu Meter¿, com resultado adequado para a liberação da pista. Em 29 de junho, vistoria realizada com a equipe técnica da Infraero, acompanhada pela ANAC, verificou as condições operacionais da pista: limpeza, sinalização e declividade transversal. Normas internacionais indicam a declividade ideal de uma pista, e esta tem que ficar entre 1 e 1,5%. Congonhas está rigorosamente dentro desse padrão internacional.
Por esses argumentos, o Aeroporto de Congonhas, que serve a 18 milhões de passageiros a cada ano, é hoje um orgulho para São Paulo e para o Brasil, pois espelha o intenso surto de progresso que o País hoje atravessa. Mas nem por isso deixaremos de prover todas as medidas necessárias para a readaptação do Aeroporto às novas realidades do crescimento urbano de São Paulo e buscar novas opções para evitar o estrangulamento do sistema na maior metrópole do País.
A Infraero continuará hoje e sempre sendo a empresa que presta serviços de excelência e qualidade para a população brasileira.
Brasília, 19 de julho de 2007