No dia 7 de outubro de 2004, o presidente da Infraero, Carlos Wilson Campos, assinou a ordem de serviço para o início das obras do novo terminal de passageiros do Aeroporto Santos-Dumont.
Um novo terminal de embarque será construído entre o atual terminal e o hangar da empresa aérea Varig, em frente onde hoje está localizado o estacionamento de veículos, que será remanejado e terá sua capacidade atual ampliada. Após as reformas, o atual terminal de passageiros passará a operar como terminal de desembarque.
A área de embarque passará dos atuais 565 metros quadrados para 1.843 metros quadrados com acesso a nove pontes de embarque. Novas salas serão construídas. O conector e as pontes de embarque serão construidos com material totalmente transparente, o que permitirá aos usuários um panorama completo do pátio, da Baía de Guanabara e do Pão de Açúcar.
O projeto também está baseado em tecnologias para o uso racional de energia elétrica, reuso de água, tratamento de esgoto e utilização de técnicas de edifício inteligente, com a interligação de todos os sistemas eletrônicos e climatização.
A obra deverá gerar mais de quatro mil empregos diretos e indiretos. Com o novo aeroporto, a expectativa é que sejam gerados quase dez mil novos empregos.
Com capacidade para receber 1,8 milhão de passageiros por ano, o Santos-Dumont movimenta hoje apenas na ligação com o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, cerca de três milhões de passageiros por ano. Os estudos da Infraero indicam, entretanto, que o movimento desta rota deverá atingir, até 2010, cinco milhões de passageiros por ano.
O projeto da obra foi desenvolvido pelo arquiteto Sérgio Jardim com a preocupação de preservar o estilo arquitetônico original desenvolvido, na década de 30, pelos irmãos MMM Roberto. Considerado um dos maiores exemplos da arquitetura modernista brasileira, a estação de passageiros do Santos Dumont passou por diversas reformas e adaptações, até que em 1998 foi parcialmente destruído por um grande incêndio. Ao empreender a reconstrução nos moldes originais, a Infraero trabalhou em parceria com o INEPAC ¿ Instituto Estadual do Patrimônio Artístico e Cultural ¿ que, ao final da reconstrução, naquele ano, tombou o terminal de passageiros.
Agora, diante da necessidade de sua ampliação, a Infraero mais uma vez submeteu o projeto ao INEPAC e ao IAB, além de realizar duas consultas públicas e de atender a todas as exigências dos órgãos de controle ambiental e urbanístico.
Concebido originalmente como terminal de hidro-aviões, o Aeroporto Santos-Dumont foi projetado em 1934 e tinha como proposta atender às exigências de um centro urbano da dimensão do Rio de Janeiro daquela época. Setenta anos depois, mantém sua vocação de aeroporto central, voltado para operação de vôos de curta distância.
Depois de remanejar os vôos de média e longa distância para o Aeroporto Internacional do Galeão, a Infraero pretende agora dotar a Cidade do Rio de Janeiro também de um moderno aeroporto central, capaz de atender até 8,5 milhões de passageiros/ano, com conforto e segurança. As obras devem ficar prontas até janeiro de 2007, antes do início dos Jogos Panamericanos de 2007.
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AEROPORTO SANTOS-DUMONT |
HOJE |
DEPOIS DA OBRA |
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Capacidade de atendimento |
1,8 milhão passageiros/ano |
8,5 milhões passageiros/ano |
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Área do Terminal |
33.000 metros quadrados |
61.000 metros quadrados |
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Balcões de check-in |
33 posições |
55 posições |
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Esteiras de bagagem |
2 |
5 |
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Pontes de embarque |
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9 |
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Lojas |
50 pontos comerciais |
153 pontos comerciais |
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